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Maria Laura Giesteira   Emissor        
Flh.06   Exposição do trabalho         
Exposição do trabalho   A Ortografia        
                     

 

A EXPOSIÇÃO DO TRABALHO

 

Na exposição oral de um trabalho, em que entra necessariamente a dicção, a pontuação oral, a entoação e a própria musicalidade das frases empregues no discurso pode, para além do treino, ser precisa ajuda de terapia da fala para correcção de algum problema existente (gaguez, dislexia, etc.).

Na exposição escrita, em que a dislexia também se manifesta e é corrigida com exercícios específicos, tem de se ter em mente:

 
A clareza da exposição - fácil compreensão para o receptor. Ideias expostas de forma a exprimirem nitidamente o raciocínio.

A precisão dos termos - sem ambiguidades. Escolha da palavra certa para representar a ideia precisa, da expressão exacta de que não resulta dúvida ou hesitações.

A concisão das frases - suprimindo fórmulas inúteis, não empregando mais palavras do que as exigidas para a compreensão da exposição.

 

O VOCABULÁRIO - Mais diversidade de vocabulário, permitindo ter sempre o termo necessário, contribui para maior facilidade da clareza da exposição.

A ORTOGRAFIA - Por vezes a incorrecta escrita de um termo, ou a deformação oral de um vocábulo, levam a um desentendimento da mensagem que se queria transmitir.

A CONSTRUÇÃO DAS FRASES - A incorrecta construção das frases e a sua má ordenação no discurso têm repercussões na pouca adesão do receptor à informação que recebe.

O DISCURSO ORAL E O GESTO - O discurso oral com a ausência total do gesto (sem o apoio de uma expressão facial, um movimento dos olhos, cabeça, ombros) torna-se opaco, monótono, convidando o receptor à indiferença, mas...

O gesticular incontrolado denota a impossibilidade de encontrar na ocasião própria a palavra certa, a expressão correcta, denunciando por vezes nervosismo e, na maior parte dos casos, falta de vocabulário.

Assim, há que:


aumentar e melhorar o vocabulário (ler é um bom auxílio, e a utilização do dicionário ajuda);

corrigir e/ou actualizar a ortografia (quando a dúvida se instala... é conveniente utilizar um bom prontuário ortográfico);

adquirir o hábito de consultar uma boa gramática.


As deturpações de termos quando empregues oralmente, leva por vezes a que eles sejam escritos apresentando essa deturpação: semos por somos, me deia por dê-me, binho por vinho, auga por água, sejemos por sejamos, etc.

 

Os erros de escrita são, nestes casos, o reflexo da falta de rigor de vocabulário proveniente de falhas na instrução e imitação do dizer popular.

 

Não podemos esquecer que no discurso oral a frase resulta mais facilmente imperfeita do que no discurso escrito pois, ao falar, não há tanto tempo para pensar no termo mais adequado ao caso, na construção óptima, na ordenação mais conveniente da exposição.

 

Assim, na construção oral encontram-se muitas vezes: repetições, hesitações, lacunas preenchidas por sons guturais, que são atenuadas por gestos e mímica.

 

O falar bem, com propriedade, é o resultado de muito trabalho mental anterior e treino.


Quanto mais se falar mais prática se adquire - menos receio se tem da crítica;


Quanto mais se ler, mais vocabulário se adquire (para não falarmos em aquisição de cultura) e, é bom não esquecer: ler em voz alta permite treinar a dicção e a entoação.

 

 

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