Maria Laura Giesteira Crónicas     RETORNO
Vento Vento
20020325

                                                                                                                                                  

Vento

O vento uiva lá fora,
Regouga zangado, frio.
E atira-se, assanhado, 
à vidraça da janela.
Impossível dormir com esta companhia.

De repente, sem bater,
Abre-se a porta de mansinho
Pé ante pé entra o sonho
Vestido de roupa fina.
Ar feliz, com sorriso acolhedor,
pega-me pela mão e leva-me com geitinho.

Entro num parque:
Crianças correm sem ruído
Perseguindo cães alegres
Que saltam e ladram sem se ouvir;
Árvores e pessoas calmas,
Borboletas esvoaçam entre amores-perfeitos
Misturadas com pardais que saltitam sem temor.

Ando leve,
Passeio horas a fio, sem cansaço,
com agrado,
Conduzida pela mão daquele sonho amigo.
É então que , pelos meus olhos fechados
Entra o sol a dizer-me sorridente:
"Levanta-te que já é dia
E passou a ventania!"

 

Maria Laura Giesteira


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