Mário Cláudio Poesia RETORNO  
Xaile de silêncio Xaile de Silêncio
20020628

                                                                                                                                                                                                                                    

Xaile de Silêncio

 

Que xaile de silêncio nos deixaste
que forma tão estranha de viver.
Ó voz que ardes na sombra, espinho e haste
Lenço acenando em cada entardecer


Ao anjo português, branca tormenta
que os fados te embalou, rezaste o terço
e os barcos carregados de pimenta
por ti se tornariam nosso berço


as mães em ti cantavam docemente
doridas pela chama da amargura
E a urze dos pinhais nascia rente
À terra que lhes fora sepultura


Soubeste cama estreita das varinas
A malga, o beijo, o sono das colheitas
O vulto dos amantes nas esquinas
O voo da gaivota mais perfeita


Que xaile de silêncio nos deixaste
que forma tão estranha de viver
Ó voz que ardes na sombra, espinho e haste
Lenço acenando em cada entardecer

 

Mário Cláudio

 

 

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