Fernando Esteves Pinto Poesia  RETORNO  
O Rosto Tuas mãos
O Rosto
 
O Rosto

Tinha o rosto cheio de íntimos silêncios.

E na sombra aguardava o tempo numa confiança

tranquila.

Longínqua, como quem  flutua na última claridade e

reflecte nas margens da consciência.

Raramente trazia até si uma palavra, um nervo de luz

ou
um rumor vigilante. Esperava talvez um movimento,

um desejo de espaço. Ou qualquer outra coisa perdida

no seu pensamento.

Fernando Esteves Pinto