Fernando Esteves Pinto Poesia     RETORNO
Tuas mãos Nada sei dos teus olhos
 Tuas mãos 
O Rosto
Tuas Mãos

Tuas mãos íntimas como o estrépito do fogo.

Um abismo de música, tua voz vertical e infinita.

Inexorável felicidade de uma presença silenciosa.

Um rosto, uma sombria imensidade do espaço.

Acumuladas são as palavras por minúsculas razões.

No teu corpo está o ilimite da certeza, as nascentes

do olhar. Conheço os vestígios de um regresso superficial

Aqui estão os frutos da sensação, os indícios do sangue.

A docilidade da alegria na limpa claridade do rosto.

Um fragmento de água em torno da boca.


Fernando Esteves Pinto

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