Fernando Esteves Pinto Poesia     RETORNO
Nada sei dos teus olhos Atravessava
Nada sei dos teus olhos
 Tuas mãos 
Nada sei dos teus olhos

 

 

Escrevo talvez o dia procurando o silêncio.
 
Ou talvez seja outra a razão porque respiro
 
na tua pele a substência do ar.
 
O delírio da luz  construindo devagar as imagens.

O rosto perdido na água desfocada e exausta.

Nada sei dos teus olhos . Em que árvore nasciam
as palavras necessárias.

No texto da pele o poema do corpo.

Como no interior da pedra: o ofício da luz, impenetrável.

 
Devagar a língua verte o sangue irrequieto do poema.

Escrevo no caminho das palavras.

 
 
Fernando Esteves Pinto
RETORNO   Início
à Página anterior Acessos  Alertas Apoios Crónicas Desenhos Dicas Esculturas
Fotografia  Fotos  Informática Pintura Poesia Português Quem Somos Sugestões Textos