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Folha 02 Fotografia versus Internet
Faro Barros Considerações s/ fotografia
A câmara fotográfica

 

1. Algumas considerações sobre fotografia.

 

1.1 Uma fotografia é, usualmente, uma mensagem, enviada pelo autor a diversos e
diferenciados observadores; de cuja propriedade exclusiva, intelectual, 
ele abdica a partir do momento em que a expõe.

1.2 Uma foto faz-se, ou constrói-se, usualmente, porque se sente que há, ali,
uma mensagem evidente ou subliminar, a preservar.

Porque se sente que no pormenor escolhido (no enquadramento) há algo a 
reter,a retirar daquele instante que passa e a conservá-lo para a memória 
do futuro.

1.3 Uma foto é uma imagem estática. Distinta do filme (imagem dinâmica) e dos ditos "clips" (pequenos pedaços de filmes - cortes).

1.4 Uma foto é imagem que vai ser interpretada (lida), em primeira análise, pelo
nosso cérebro direito, na base intuitiva, livre, imaginativa, espacial, 
relacional, característica desta metade do cérebro, e, como tal, sem as
preocupações analíticas, temporais, sequenciais, características do 
nosso cérebro esquerdo.

1.41 E que se deixe para uma fase posterior o trabalho do cérebro esquerdo 
hemisfério esquerdo), com o seu poder convergente, abstracto, analítico, 
racional, sequencial, temporal, possuidor da palavra que faz a síntese.

Ver  DRAWING ON THE RIGHT SIDE OF THE BRAIN  de  BETTY EDWARDS

 

2. O que se vê numa foto?

 

2.1 A existência e leitura de uma foto depende de pelo menos quatro agentes:

 

2.11 Da foto em si mesma, no seu aspecto material (projecção em tela, papel
sensibilizado, ecrã de computador, etc.)

 

2.12 Do meio ambiente que a rodeia (museu, parede de sala, sala de computador...).

 

2.13 Do observador, com a sua capacidade visual e intelectual, a sua cultura, 
na qual se incluem a religião, opções políticas, informação recolhida ao longo de anos, etc., etc.

 

2.14 Do instante, época e local em que a foto está a ser observada (a mesma foto, 
feita no Porto, poderá ser apreciada em Lisboa, e em Londres, de modos
bem diferentes).

 

3 Como apresentar uma foto.

 

3.1 Se temos algo a dizer, numa foto, não é preciso adicionar-lhe,posteriormente,
enfeites desnecessários, ou comentários que perturbam e reorientam o observador.

 

3.11 Os títulos por vezes são necessários, mas na maior parte das vezes são ertur-
badores da liberdade de apreciação da fotografia.

 

3.12 A menos que a intenção seja essa mesma: condicionar o observador e levá-lo a 
ver aquilo que nós vimos e/ou queremos que seja visto.

 

3.2 Uma moldura simples (minimalista) é usualmente utilizada para dar ao observador a fronteira psicológica entre a foto e o meio ambiente.

 

3.21 Serão sempre de evitar, ou deveriam ser sempre de evitar, os caixilhos pesados de informação adicional (enfeites) que só retiram valor à foto e perturbam o observador.

 

Faro Barros

  


     
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