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Desenhar o que é? Desenhar o que é?
colocado em 20070825
 

Desenhar o que é? 

Questão que nos foi posta pelo Arq. Fernando Pinto Coelho numa oficina de desenho "Desenhar é um Risco", em Serralves em 2001.

 
As figuras?! que acompanham o texto a seguir foram obtidas de livros (Taschen na maioria), Google, Internet, e em locais que já não sei onde.
Transcrevo o que penso sobre o desenho:

 

Desenhar é comunicar sentimentos, ideias, formas, informação essencial. Ao menos consigo próprio, em processos de catarse, realização e libertação.

 
A pintura e outras artes contêm quase sempre, senão sempre, um desenho escondido.
Nos caboucos da pintura está sempre um desenho. Mesmo num quadro todo branco ou todo preto; ao menos no formato.
Desenho é bidimensional, composto por uma série de áreas de reflexão variada.  
Porque não há linhas nem pontos: os pontos teóricos não têm dimensão e as linhas são uma colecção de pontos.
O que vemos são somente áreas de reflexão diferenciada das adjacentes, que assimilamos a pontos, linhas, áreas, ou imaginamos volumes.
Um desenho no papel ou em qualquer superfície suporte (ex. papel, tela, lousa, mármore, ecrã)é sempre um acto de comunicação; e pequena parcela autobiográfica do autor, mas também do desfrutador da obra.
E assim digo que desenho é:
Um risco e um risco e um risco, com pontos à mistura. (Riscos)

ou somente uma (Folha Virgem Violada).
Um jogo de luzes (Maigritte).
O bailado de um risco (Fuseli).
A evocação de um ritual mágico(Gruta em lês trois frères).
Um imperativo comunicado (Proibido Fumar).
A representação do quadridimensional em duas dimensões (Albrecht Dürer).
A descrição bidimensional de máquinas(Motor).

Um mapa ou planta topográfica (Google)
Um trabalho de arquitectura (Siza Vieira).
Um desenho feito com o coração (O meu)
A descrição rigorosa de uma observação (Albrecht Dürer).
Um ponto de vista muito discutível e discutido (VelazqueZ).
Uma investigação relatada (Leonardo da Vinci)
Um Planta para nos orientarmos (Serralves)
Um grito de revolta (Picasso).
Um retrato íntimo (Modigliani)
Um retrato formal  (Kandinsky)
Um acto de catarse, fervendo do ego e borbulhando para a superfície, filtrado pelo superego (Paula Rego).

Um Grito de desespero (Munch)

A descrição de uma personalidade (Vermeer)

A desconstrução da realidade (Duchamp).

Efabulação erótica (Rodin)

 


     
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