Faro Barros Crónicas RETORNO
em 20080607
Manhã

 

Na manha húmida e brilhante

abre-se a rosa

e cai orvalho na minha testa fria...

porque a minha rosa chora

 

e digo-lhe,

a modos de consolação e embalo,

que no dia em que caio

levanto-me logo... de salto

e prossigo... persigo e voo,

e corro pr’a frente...

e perco o presente.

Mas corro sempre

afastando pensamentos

fugazes...

 

e os segundos

e os minutos

e as horas

e dias e dias

passam por mim

sem dar por isso

E digo-lhe que sou novo e sou velho,

Antigo...

e estou aqui, apesar de tudo...

 

 

E minha filha, a rosa,

sorri de tanta candura

e faz-me uma festa

a modos de compreensão

 

Faro Barros
20080607